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Retrato de Baltazar

Acervo / Trajetórias da Seleção

Baltazar

Oswaldo da Silva

avançado

Nascimento
14/01/1926
Naturalidade
Santos (SP)
Estreia na Seleção
07/05/1950 ↗︎
Acervo / Pela Seleção
31Partidas
18Gols
21Vitórias

Atuações, não convocações. Gols contra excluídos do total individual; vitórias sem decisão por pênaltis. A estreia considera todo o acervo. Ver partidas ↓

Créditos da fotografia

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Public domain · Fonte da fotografia ↗︎

01 / Wikipédia & Wikidata

Pessoa & carreira.

Oswaldo Silva (Santos, 14 de janeiro de 1926 – São Paulo, 25 de março de 1997), mais conhecido como Baltazar, foi um futebolista brasileiro que atuou como centroavante. É o segundo maior artilheiro da história do Corinthians, com 269 gols, atrás apenas de Cláudio, seu contemporâneo. É amplamente reconhecido como um dos principais jogadores da história do clube.

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Carreira

Baltazar iniciou sua carreira profissional no Jabaquara, clube da cidade de Santos. Suas atuações chamaram a atenção do Corinthians, clube pelo qual foi contratado em 1945. Inicialmente atuando como meia-direita, posteriormente foi deslocado para a posição de centroavante, onde obteve maior destaque.

O jogador vestiu a camisa do Corinthians durante 12 anos, até 1957. Conquistou os títulos do Torneio Rio-São Paulo em 1950, 1953 e 1954, além do Campeonato Paulista em 1951, 1952 e 1954 — este último, alusivo ao quarto centenário da cidade de São Paulo.

No final da carreira, em 1957, seguiu para o Juventus, retornou brevemente ao Jabaquara e encerrou sua trajetória no União Paulista, em 1959.

Seis anos após a aposentadoria, foi convidado em 1965 para integrar a comissão técnica do Corinthians como auxiliar técnico. Em 1970, Baltazar assumiu o comando da equipe principal. Como treinador, levou o clube à fase final do Campeonato Brasileiro de 1971. Nessa época, a equipe corintiana já amargava um jejum de 17 anos sem títulos; o desempenho da equipe, aliado a desentendimentos com a diretoria, acabaram causando sua demissão. Posteriormente Baltazar treinou equipes de menor expressão, mas sem obter resultados de destaque.

Após encerrar a carreira no futebol, Baltazar enfrentou dificuldades financeiras. Trabalhou como vendedor de livros, comerciante e, por quatro anos, atuou como carcereiro no extinto presídio do Carandiru.

Seleção Brasileira

Com status de um dos melhores atacantes brasileiros da época, Baltazar teve diversas passagens pela Seleção Brasileira, sendo convocado, inclusive, para as Copas do Mundo de 1950 e 1954.

Estilo de jogo

Baltazar tinha como principal característica o cabeceio da bola para o gol, o que lhe deu o apelido de "Cabecinha de Ouro".

De acordo com o jornalista Willy Meisl: "O Cabecinha de Ouro em muito se assemelha ao também centroavante Tommy Lawton, da Inglaterra, pois sua maior arma para marcação de tentos é a cabeça". No entanto, ao balançar as redes em Assunção em 1954, o único tento da partida entre Brasil e Paraguai, o fato causou certa surpresa, pois o gol de Baltazar foi marcado com o pé. Aliás, dos 27 tentos marcados por Baltazar por ocasião do último Campeonato Paulista, 25 foram marcados com a cabeça. Essa é a razão da alcunha "Cabeça de Ouro".

Baltazar defendeu 29 vezes a Seleção Brasileira, marcando, ao todo, 17 gols.

Popularidade

Baltazar chegou a reconhecer que não era tão bom tecnicamente, mas segundo o próprio jogador, com a cabeça, nem Pelé foi tão eficiente quanto ele. Marcou 269 gols, dos quais 71, de cabeça, o que lhe rendeu o apelido de "Cabecinha de Ouro", inspirou músicas, como a marchinha "Gol de Baltazar", com os versos compostos pelo corintiano Alfredo Borba, em 1952, a torcida saudava Baltazar:

"Gol de Baltazar Gol de Baltazar Salta o Cabecinha, 1–0 no placar".

Tamanha popularidade na época, que ganhou um automóvel em um concurso que o apontou como craque mais popular de seu tempo. Quando Baltazar teve o mesmo carro queimado por problemas elétricos, a torcida se encarregou de comprar outro e presentear seu grande artilheiro. Certa vez, em um comício na Praça da República, o então candidato a governador do Estado Hugo Borghi declarou que São Paulo precisava de alguém com cabeça para comandar o estado; logo o público presente, em sua maioria corintiano, começou a gritar: "Baltazar"!

Morte

Baltazar morreu no dia 25 de março de 1997, aos 71 anos, em São Paulo, em decorrência de insuficiência cardíaca. Assim como Neco, Luizinho, Cláudio, Sócrates e Rivellino, também recebeu um busto em sua homenagem no Parque São Jorge.

Ler biografia completa

Wikipédia — colaboradores de Oswaldo Silva. CC BY-SA 4.0

Equipes na trajetória

Vínculos registrados no Wikidata; podem incluir seleção e categorias de base. Período aberto não comprova vínculo atual.

Títulos

Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.

  • Corinthians

    Torneio Rio-São Paulo : 1950 1953 , 1954

    Fonte ↗︎
  • Corinthians

    Campeonato Paulista : 1951, 1952 e 1954

    Fonte ↗︎
  • Corinthians

    Pequena Taça do Mundo : 1954

    Fonte ↗︎
  • Corinthians

    Torneio Internacional Charles Miller : 1955

    Fonte ↗︎
  • Seleção Brasileira

    Campeonato Pan-Americano : 1952

    Fonte ↗︎

Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.

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Dados estruturados: Wikidata ↗︎ · CC0. A cobertura pode ser parcial.

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