Copa América
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Lima – Peru

Acervo / Trajetórias da Seleção
Carlos José Castilho
guarda-redes
Atuações, não convocações. Gols contra excluídos do total individual; vitórias sem decisão por pênaltis. A estreia considera todo o acervo. Ver partidas ↓
01 / Wikipédia & Wikidata
Carlos José Castilho, mais conhecido como Castilho (Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1927 — Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 1987), foi um futebolista e treinador brasileiro, que atuava como goleiro.
Foi campeão das Copas do Mundo FIFA de 1958 e 1962, sendo o goleiro reserva em ambas.
Atuou por 704 vezes pelo Fluminense, se tornando o recordista de partidas pelo clube carioca.
Castilho nasceu em uma família de seis filhos, sendo o terceiro deles. Era filho de Ezequiel José Castilho e Mariana Raya, espanhola nascida em Málaga que imigrou ainda criança para o Brasil. Através da convivência com a mãe e a tia materna, Castilho chegou a aprender castelhano.
Nunca demonstrou grande interesse pelos estudos, que abandonou aos 12 anos de idade para trabalhar como entregador de carvão em uma carvoaria. No ano seguinte, empregou-se em uma leiteria (trabalho de que, por ironia do destino, Castilho gostava muito), onde acordava de madrugada para lavar e encher as latas de leite antes de distribuí-las pela vizinhança. Aos 15 anos, após a morte prematura da mãe, passou a trabalhar ao lado de um de seus irmãos em uma fábrica de artefatos de galalite.
Aos 25 anos, casou-se com Wilma Lopes, com quem teve dois filhos, Carlos Roberto Lopes de Castilho e Shirley Lopes de Castilho. O casal divorciou-se posteriormente.
Paralelamente à vida profissional, mantinha o sonho de tornar-se jogador de futebol, participando de rachões e peladas de rua. Apesar da idolatria por Batatais, Castilho atuava como atacante em seu primeiro clube, o amador Tupan F.C., do bairro de Brás de Pina.
Certa vez, o goleiro da equipe não apareceu para uma partida e Castilho, julgado como o “pior jogador do time”, foi improvisado na posição, da qual gostou imediatamente, embora viesse a se fixar nela apenas anos mais tarde.
Aos 17 anos, conseguiu a promessa de um jogador do Olaria Atlético Clube de que seria apresentado ao “Coronel” Menezes, pai de Ademir de Menezes e intermediário entre jogadores (muitas vezes pernambucanos) e clubes cariocas. Tímido, Castilho teria apenas perguntado:
“O Sr. quer arranjar-me uma vaguinha para treinar entre os juvenis do Olaria?”
Após o encontro, Castilho foi aprovado nos testes do Olaria e inscrito no quadro de juvenis do clube. Inicialmente escalado na ponta-esquerda durante os treinamentos, convenceu posteriormente o treinador a transferi-lo para o gol.
Permaneceu no Olaria de 1944 a 1946. Apesar do período no clube, não chegou a disputar partidas pelo calendário oficial das equipes da base olariense.
Castilho chegou ao Fluminense Football Club também através do “Coronel” Menezes, pai de Ademir de Menezes, que havia negociado a transferência do filho para o clube. Submetido a uma série de treinamentos sob a supervisão de Gentil Cardoso, Castilho não teve bom desempenho inicial; ainda assim, no terceiro dia de avaliações, Gentil solicitou ao Fluminense que lhe oferecesse um contrato.
Foi inscrito pelo clube na condição de “não amador” em 12 de setembro de 1946.
Sua estreia ocorreu um mês após o ingresso formal no clube, durante uma excursão a Pouso Alegre. O Fluminense apresentou uma equipe reserva composta majoritariamente por jogadores das categorias de base e, entre eles, o jovem goleiro Castilho (então conhecido como “Carlinhos”) que, na ocasião, defendeu o primeiro pênalti de sua carreira para manter o placar de 4 a 0 favorável ao Tricolor.
Em 1947, foi vice-campeão carioca no campeonato de aspirantes e recebeu suas primeiras oportunidades na equipe principal do Fluminense já durante o returno do Campeonato Carioca.
No Fluminense, Castilho viveu praticamente toda a sua trajetória profissional. Tricolor desde a infância, estreitou seus laços com a torcida do clube à medida que acumulava temporadas cada vez mais regulares, títulos e o prestígio dos companheiros, principalmente os mais jovens, embora nunca tenha sido capitão do Fluminense.
Castilho apontou o período de 1949 a 1953 como o auge de sua carreira e destacou duas partidas disputadas na Bulgária, durante a excursão do Fluminense pela Europa em 1961, como as melhores de sua trajetória.
Entre seus momentos de maior destaque esteve a campanha da Copa Rio de 1952, na qual Castilho enfrentou alguns dos principais ataques do futebol mundial, foi vazado em apenas dois dos sete jogos do Fluminense no torneio e defendeu um pênalti de Alfred Bickel, centroavante do Grasshopper Club Zürich. Outro desempenho notável do goleiro foi sua campanha no Campeonato Carioca de 1959, quando sofreu apenas seis gols em 21 partidas e foi eleito "craque do ano".
Também enfrentou episódios difíceis, como na decisão do ano seguinte, em que uma falha sua culminou no título do America Football Club; e em 1955, quando sucessivas lesões restringiram Castilho a atuar, na soma das temporadas, em apenas 19 jogos, período em que dividiu a titularidade da equipe com Veludo e lhe foi sugerido abandonar a profissão.
Viu sua carreira encerrar em alta ao conquistar o Campeonato Carioca de 1964. Aos 37 anos, terminou a competição sendo o goleiro menos vazado do certame e defendeu um pênalti cobrado por Parada, que viria a ser eleito craque do campeonato.
"Era impressionante. Havia jogos em que três, quatro bolas batiam na trave. Mas tinha muito a ver com colocação. E trabalho. O Castilho trabalhava muito. Treinava muito."
Foi elevado ao status de exceção histórica pelas crônicas esportivas de Nelson Rodrigues, que o citavam como um goleiro capaz de realizar defesas " sobrenaturais ". Castilho admitia ter uma inacreditável sorte, que deu origem a muitos de seus apelidos.
“Além de ser craque, Castilho tinha fama de ser um goleiro com sorte. Mas claro que não era só isso. Ele guardava posição, estava sempre na linha, bem posicionado, tinha ótima impulsão. Então a bola naturalmente, quase sempre, estava ao alcance dele.”
Embora frequentemente atribuída à sorte, a “Leiteria” era creditada, por contemporâneos de Castilho no futebol, à sua apurada capacidade de colocação.
Em 1957, após fraturar pela quinta vez o dedo mínimo da mão esquerda, Castilho foi aconselhado pela equipe médica do Fluminense a permanecer em repouso por três meses para tratar a deformidade óssea no membro. No entanto, optou pela amputação parcial do dedo, por julgar que a intervenção lhe permitiria retornar o quanto antes às atividades e cessaria as dores. Duas semanas após a cirurgia, ele já havia voltado a defender o Fluminense.
Castilho também teve ambos os meniscos extraídos entre 1953 e 1955, em decorrência de lesões, dores e incômodos. Anos depois, queixou-se das diversas lesões e cirurgias a que foi submetido, afirmando que elas limitaram sua carreira.
No ano de 1952, Castilho foi citado como o melhor jogador de futebol do Brasil. Naquela temporada, defendeu seis cobranças de pênalti e consolidou as alcunhas "São Castilho", " Leiteria" e " Cortina Metálica", esta última difundida pela imprensa internacional. A distinção veio após Castilho se destacar no Campeonato Carioca, no Torneio Rio-São Paulo, no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no Campeonato Panamericano de Futebol e na Copa Rio, sagrando-se campeão invicto nas duas últimas competições.
Foi apontado, pelo jornal O Globo, como o melhor goleiro do Campeonato Carioca em 1950, 1951, 1952, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1961, 1963 e 1964.
Pelo Fluminense, jogou 704 vezes, sofreu 770 gols e jogou 269 partidas sem sofrê-los entre os anos de 1946 e 1965, números que permanecem inigualados na história do clube.
Após a estreia no segundo turno do Torneio Rio-São Paulo de 1965, Castilho realizou uma amigdalectomia e, concluído o período de recuperação, solicitou ao Fluminense a rescisão do contrato que havia renovado em março daquele ano, visando encerrar a carreira. O clube, contudo, recusou o pedido e informou que pretendia fazê-lo cumprir integralmente o vínculo. Castilho insistiu na rescisão, afirmando que não seria capaz de receber ordenados sem trabalhar, pois considerava isso uma desonestidade, e declarou-se disposto a devolver o valor que havia recebido como adiantamento pelo novo contrato.
O impasse se prolongou por algumas semanas, até que Castilho recebeu uma proposta do Paysandu Sport Club, que lhe oferecia um salário cerca de cinco vezes superior ao que recebia no Fluminense. Diante da oportunidade, solicitou à diretoria tricolor seu empréstimo ao clube paraense, sendo liberado para atuar até o fim de 1965.
Sua breve passagem pelo Paysandu ficou marcada pela conquista do Campeonato Paraense de 1965 e pela vitória sobre o Club Atlético Peñarol, então em uma de suas fases mais vitoriosas. Em votação promovida pelo jornalista e historiador Ferreira da Costa, por ocasião das comemorações dos 98 anos do Paysandu, cem eleitores ligados à agremiação elegeram Castilho como o maior goleiro da história do clube.
Encerrado o empréstimo, Castilho voltou a despertar o interesse de outros clubes. Foi noticiado que Zezé Moreira pretendia levá-lo ao Club de Regatas Vasco da Gama, seu nome foi associado à Ponte Preta, e o próprio Fluminense demonstrou interesse em sua permanência. Apesar das propostas e sondagens, Castilho manteve a decisão de encerrar a carreira.
Castilho integrou a Seleção Brasileira de Futebol e realizou seus primeiros treinamentos com a equipe em 1949. Aprovado na "peneira" de 41 selecionáveis, ficou entre os 22 jogadores que disputariam o Campeonato Sul-Americano de Futebol (atual Copa América) sediado no Brasil. Porém acabou dispensado às vésperas do campeonato em razão de uma hepatite, que viria a afastá-lo dos gramados por cerca de 120 dias.
Conquistou o Campeonato Panamericano de Futebol de 1952, competição recordada por representar a primeira campanha vitoriosa da Seleção Brasileira em solo estrangeiro e pela recepção prestada aos campeões no regresso ao Brasil. Titular da equipe, Castilho sofreu apenas dois gols no torneio, ambos diante do Uruguai.
Jogou três edições do Sul-Americano: 1953, 1957 e 1959, somando três vice-campeonatos. Participou ainda de quatro edições da Copa do Mundo FIFA: 1950, 1954, e das equipes campeãs de 1958 e 1962, tendo sido titular em 1954.
Caracterizações de cronistas esportivos que retratavam Castilho como um goleiro nervoso e inseguro na Seleção Brasileira, sobretudo após o jogo contra a Hungria na Copa do Mundo de 1954, privaram campanhas de destaque do arqueiro, a exemplo das realizadas na própria Copa do Mundo, no Panamericano e nos Sul-Americanos de 1953 e 1959, de alcançar a reputação de suas exibições pelo Fluminense.
As avaliações, no entanto, não eram consensuais, sendo revisadas por parte da imprensa e por profissionais do futebol, que atribuíram essa percepção menos às atuações individuais de Castilho do que ao contexto em que a Seleção Brasileira obtinha seus resultados.
"O que acontecia é que nos jogos de que ele participava a Seleção ganhava da Bolívia — que normalmente perdia de nove ou 10 — por apenas 1 a 0, ou 2 a 1. Aí criou-se a fama. Com o Gilmar, independente do fato de ele ter sido um grande goleiro, era diferente. Ele levava dois gols, mas o Brasil fazia cinco ou seis. Com isso, os possíveis erros dele desapareciam. O Castilho fazia, tanto no Fluminense quanto na Seleção, as mesmas coisas."
Em sentido semelhante, Castilho rejeitava as observações e costumava ilustrar esse argumento com a reação de um radialista antes de iniciar uma transmissão, afirmando que a tensão sentida antes das partidas era uma reação natural, sem reflexos sobre seu desempenho em campo. Também argumentava que não faria sentido permanecer convocado caso seu rendimento sofresse uma queda significativa.
"Essa história de tremedeira apareceu com o Mário Filho, que era o grande jornalista esportivo da época. Sua palavra tinha grande peso, influenciava jovens como eu, mas isso não significava que estava sempre certo."
Pela Seleção Brasileira, disputou 29 partidas e sofreu 30 gols em jogos oficiais e amistosos internacionais.
Media 1,81 m de altura, 1,85 m de envergadura e pesava cerca de 76 kg. Embora baixo para os padrões atuais da posição, era considerado um goleiro alto para a época.
Daltônico, condição que manteve em segredo durante a carreira, Castilho acreditava ter sido favorecido por enxergar com maior nitidez as bolas de couro marrons e alaranjadas, que lhe aparentavam vermelhas; em contrapartida, era prejudicado por elas nos jogos noturnos antes da adoção de bolas brancas.
Até meados de 1953, Castilho atuou exclusivamente com camisas e calções pretos. Nos anos seguintes, passou a utilizar também uniformes azuis e, após 1955, adotou uma camisa azul-gelo, que vestia com calções da mesma cor ou em tons mais escuros.
Segundo Castilho, a adoção do uniforme colorido buscava dificultar a identificação de um ponto de referência pelos atacantes no momento das finalizações em estádios como o Maracanã, que possuía cadeiras azuis e arquibancadas de concreto aparente em tons claros.
"Quando vão cobrar um pênalti contra mim, a única preocupação que tenho é olhar somente a bola e o momento exato do toque."
Castilho elaborou sua própria técnica para enfrentar cobranças de pênalti. No centro das balizas, agachava-se sutilmente, estendia seus longos braços com as mãos abertas (pioneiro na prática) e, em seguida, fixava o olhar primeiro no cobrador e depois na bola.
Sua técnica era apontada como determinante para o notável número de penais desperdiçados contra o arqueiro, como os de Evaristo de Macedo, Rúben Bravo e Júlio Perez.
Castilho mantinha recordações, mas rotulava estatísticas pessoais como “vaidade”. O número preciso de pênaltis defendidos pelo goleiro é tema de especulação; fontes diversas estipulam cerca de vinte defesas.
Entre os pênaltis defendidos mais lembrados por periódicos e torcedores estão os cobrados por: Magalhães, Leônidas da Silva, Antoninho, Juan Ángel Romero, Alfred Bickel, Zezinho, Nívio Gabrich, Ademir de Menezes, Rubens, Ferreira, Décio, Didi, Pinga, Olavo, Moacyr, Gérson, e Parada.
Após encerrar a carreira de jogador, Castilho iniciou sua trajetória como treinador em 1967. Entre os principais resultados de sua carreira como treinador destacam-se a campanha do Campeonato Brasileiro de 1977, quando conduziu o Operário Futebol Clube às semifinais da competição; a conquista do Campeonato Paulista de 1984 pelo Santos Futebol Clube, derrotando o Sport Club Corinthians Paulista na decisão; e a medalha de prata obtida com a Seleção Saudita de Futebol nos Jogos Asiáticos de 1986.
Castilho também foi campeão estadual à frente da Sociedade Esportiva Tiradentes, do Paysandu e do Operário. No clube sul-mato-grossense, permanece como o treinador mais vitorioso de sua história, com seis títulos.
Figura reverenciada pela sua trajetória de mais de 13 anos nas seleções brasileira e carioca, Castilho foi um dos jogadores mais populares de seu período; à época, era frequentemente apontado entre os principais e mais regulares jogadores do país em enquetes promovidas por jornais e revistas de grande circulação.
Além da carreira esportiva, Castilho se dedicou à representação dos atletas e às atividades administrativas. Em 1962, tornou-se vice-presidente do Sindicato dos Empregados de Clubes, Federações, Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado da Guanabara, cargo que exerceu até 1965. Ocupou a presidência da Fundação Garantia do Atleta Profissional (FUGAP) desde sua instituição, por decreto do governador Carlos Lacerda, em 1964, até meados de 1967. Nesse período, também foi funcionário da Administração dos Estádios do Estado da Guanabara (ADEG).
Entre 1963 e 1965, foi convidado e homenageado pelo programa Chute em Gol, exibido na TV Tupi.
Castilho cometeu suicídio em 2 de fevereiro de 1987, aos 59 anos, durante visita à ex-esposa, Wilma, atirando-se da varanda da cobertura, localizada no sétimo andar do prédio.
Pessoas próximas acreditam que o ex-goleiro estivesse deprimido em razão da vida monótona na Arábia Saudita e que demonstrava hesitação em retornar ao país. Telê Santana haveria tentado convencer o amigo a romper seu contrato, mas a multa rescisória o preocupava.
Castilho chegou a confidenciar à segunda esposa, Evelyna, os comprimidos que tomava, as crises de choro e as dores de cabeça crônicas, além do resultado de uma tomografia recente, que não apontou qualquer anormalidade cerebral. Ela haveria dito que não voltaria ao país, e recomendou tratamento psicológico a Castilho, recusado por ele na véspera da morte. O motivo exato do suicídio é desconhecido pela família de Castilho.
Amigos como Procópio Cardozo, Pinheiro e Didi manifestaram-se contra a tese de suicídio.
Na noite de 4 de fevereiro de 1987, data em que Castilho retornaria à Arábia Saudita, Fluminense e Criciúma se enfrentaram no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro. Em homenagem ao ídolo do clube, os torcedores presentes substituíram o tradicional minuto de silêncio por uma salva de aplausos emocionados.
Foi sepultado no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Numa época pouco anterior a consolidação da função de preparador de goleiros no futebol brasileiro, Castilho foi muitas vezes responsável por "puxar a fila" e também treinar os goleiros das divisões de base do Fluminense. Tornou-se grande ídolo, amigo e mentor de arqueiros como Cláudio e Vitório, que viriam a se consolidar profissionalmente.
Félix, Marcial, Ado, Renato, Valdir de Moraes e Gylmar dos Santos Neves estiveram entre os goleiros que revelaram encontrar, em Castilho, inspiração e aprendizado.
Após assistir a uma partida do Campeonato Carioca de 1957 entre Fluminense e Vasco, na qual Castilho defendeu um pênalti cobrado por Pinga, o soviético Lev Yashin definiu o brasileiro como um "goleiro maravilhoso", destacando ainda sua capacidade de posicionamento e a qualidade de suas intervenções.
Em 2002, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro inaugurou, no Complexo do Alemão, a Vila Olímpica Carlos Castilho, cuja denominação homenageia o ex-goleiro, que viveu parte da infância no Morro do Alemão.
Em 2006, um busto de Castilho foi inaugurado na entrada da sede social do Fluminense. A homenagem foi viabilizada por uma iniciativa de torcedores do clube, que arrecadaram recursos para sua confecção por meio das vendas de camisas inspiradas nos modelos utilizados pelo ídolo do clube.
Em 2020, o centro de treinamento do Fluminense, localizado na Barra da Tijuca, foi rebatizado como Centro de Treinamento Carlos José Castilho após decisão do Conselho Deliberativo do clube, ampliando o conjunto de homenagens prestadas à memória do ex-atleta.
É amplamente citado como o maior goleiro e ídolo na história do Fluminense.
Em Heleno (2012), é encenado um pênalti desperdiçado por Heleno de Freitas contra Castilho em uma partida com o placar de 2 a 2, válida pelo Campeonato Carioca de 1947. Contudo, não há registros de qualquer cobrança de pênalti nesse jogo, e o resultado tampouco garantiu ao Fluminense o título "pelo regulamento", como narra o filme, uma vez que o Vasco da Gama sagrou-se campeão. Castilho é retratado em um de seus primeiros jogos com a equipe principal do Fluminense.
Castilho também inspirou o conto O Goleiro, de Rogério Skylab, o romance A Falta, de Xico Sá, em que é citado como inspiração do protagonista, e o livro Grandes mulheres que eu não comi, entre elas Vera Fischer, as que sim, e o último salto do goleiro Castilho, de Palmério Dória.
Livros sobre Castilho ou que contam sua biografia, usadas como fontes neste artigo:
Wikipédia — colaboradores de Castilho (futebolista). CC BY-SA 4.0
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Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Torneio Municipal do Rio de Janeiro : 1948
Fonte ↗︎Campeonato Carioca : 1951 , 1959 e 1964
Fonte ↗︎Copa Rio : 1952
Fonte ↗︎Torneio Início do Campeonato Carioca : 1954 e 1956
Fonte ↗︎Torneio Rio-São Paulo : 1957 e 1960
Fonte ↗︎Taça Embajada de Brasil ( Peru ): 1950 ( Sucre versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Comite Nacional de Deportes ( Peru ): 1950 ( Club Alianza Lima versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça General Manuel A. Odria ( Peru ): 1950 (Seleção de Arequipa versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Adriano Ramos Pinto: 1952 ( Copa Rio - Fluminense versus Corinthians )
Fonte ↗︎Taça Cinquentenário do Fluminense: 1952 ( Copa Rio - Fluminense versus Corinthians)
Fonte ↗︎Taça Milone: 1952 ( Copa Rio - Fluminense versus Corinthians)
Fonte ↗︎Taça Ramon Cool J ( Costa Rica ): 1960 ( Deportivo Saprissa versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Canal Collor ( México ): 1960 ) ( Club Atlético San Lorenzo de Almagro - ARG versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Embotelladora de Tampico SA ( México ): 1960 (Deportivo Tampico versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Dínamo Moscou versus Fluminense: 1963
Fonte ↗︎Taça Brasil - Zona Sul : 1960
Fonte ↗︎Torneio José de Paula Júnior : 1952
Fonte ↗︎Copa das Municipalidades do Paraná: 1953
Fonte ↗︎Taça Benemérito João Lira Filho - (inauguração do estádio do Olaria : 1947 ( Fluminense versus Vasco )
Fonte ↗︎Taça V.C Borba: 1947 ( Atlético PR versus Flu)
Fonte ↗︎Taça Folha da Tarde: 1949 ( Internacional-RS versus Flu )
Fonte ↗︎Taça Casa Nemo: 1949
Fonte ↗︎Troféu Prefeito Acrisio Moreira da Rocha: 1949 ( Fla-Flu )
Fonte ↗︎Taça Secretário da Viação de Obras Públicas da Bahia: 1951 ( Esporte Clube Bahia versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Madalena Copello: 1951 ( Fla-Flu )
Fonte ↗︎Taça Desafio: 1954 (Fluminense versus Uberaba )
Fonte ↗︎Taça Presidente Afonsio Dorázio : 1956 (Seleção de Araguari -MG versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Vice-Presidente Adolfo Ribeiro Marques: 1957 ( Combinado de Barra Mansa versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça Cidade do Rio de Janeiro : 1957 ( Fluminense versus Vasco )
Fonte ↗︎Taça Movelaria Avenida: 1959 ( Ceará Sporting Club versus Fluminense)
Fonte ↗︎Taça CSA versus Fluminense: 1959
Fonte ↗︎Campeonato Paraense : 1965
Fonte ↗︎Copa do Mundo FIFA : 1958 e 1962
Fonte ↗︎Campeonato Panamericano : 1952
Fonte ↗︎Taça do Atlântico : 1960
Fonte ↗︎Taça Bernardo O'Higgins : 1955
Fonte ↗︎Taça Oswaldo Cruz : 1950 e 1962
Fonte ↗︎Copa Roca : 1957
Fonte ↗︎Campeonato Paraense: 1967 e 1969
Fonte ↗︎Campeonato Piauiense: 1974
Fonte ↗︎Campeonato Mato-Grossense: 1976 e 1978
Fonte ↗︎Campeonato Sul-Mato-Grossense: 1979, 1980, 1981 e 1983
Fonte ↗︎Campeonato Paulista: 1984
Fonte ↗︎Copa Kirin: 1985
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Cinco vezes vencedor do "Oscar" do Jornal dos Sports , premiação batizada em homenagem a Oscar Cox . Recebeu a distinção de jogador mais eficiente em 1950, de jogador mais disciplinado em 1951 e de goleiro menos vazado em 1956, 1958 e 1963.
Fonte ↗︎Três vezes vencedor do Troféu Atlas (1959, 1960 e 1961), concedido pelo jornal O Globo em parceria com a Rádio Globo ao melhor goleiro do futebol carioca.
Fonte ↗︎Em 1955, ganhou o Prêmio Belfort Duarte , que homenageava o jogador de futebol profissional que passasse dez anos sem sofrer uma expulsão, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais.
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Dados estruturados: Wikidata ↗︎ · CC0. A cobertura pode ser parcial.
02 / Outros olhares
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03 / O nosso olhar
Artigos, crônicas, narrativas visuais, programas e cortes.
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