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Retrato de Leônidas da Silva

Acervo / Trajetórias da Seleção

Leônidas da Silva

Leônidas da Silva

avançado

Nascimento
Não informado
Naturalidade
São Paulo (SP) · Rio de Janeiro (RJ)
Estreia na Seleção
27/11/1932 ↗︎
Acervo / Pela Seleção
19Partidas
21Gols
8Vitórias

Atuações, não convocações. Gols contra excluídos do total individual; vitórias sem decisão por pênaltis. A estreia considera todo o acervo. Ver partidas ↓

Créditos da fotografia

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Public domain · Fonte da fotografia ↗︎

01 / Wikipédia & Wikidata

Pessoa & carreira.

Leônidas da Silva (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1913 — Cotia, 24 de janeiro de 2004) foi um futebolista brasileiro que atuou como atacante. Conhecido também como " Diamante Negro " ou "Homem-Borracha", é considerado um dos mais importantes atacantes do futebol brasileiro na primeira metade do século XX.

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Ficou notabilizado por popularizar o lance identificado como " bicicleta " no futebol, embora não tenha sido o seu inventor: foi por muito tempo creditado erroneamente por historiadores e jornalistas esportivos brasileiros, mas ele próprio admitiu antes de morrer que já se fazia o movimento, cuja primeira execução deu-se em 1914 pelo jogador espanhol naturalizado chileno Ramón Unzaga, e que ainda hoje é conhecido em países de língua espanhola como "chilena".

Começou a jogar ainda muito novo pelo São Cristóvão, clube do seu bairro. Na década de 1930, profissionalizou-se pelo Bonsucesso e teve passagens de destaque pelo Vasco da Gama, Botafogo e Flamengo; nos três times conquistou títulos cariocas. Defendeu ainda o São Paulo, onde seria campeão paulista em cinco ocasiões. Já pela Seleção Brasileira, atuou nas Copas do Mundo de 1934 e 1938, tendo marcado nove gols na história do torneio. É um dos maiores artilheiros da história da Seleção "Canarinho", com 38 gols em 38 partidas disputadas.

Marcou 152 gols pelo Flamengo e 144 pelo São Paulo, além de 22 tentos em 38 jogos pelo Botafogo e gols por outros clubes e pelas Seleções Carioca, Paulista e Brasileira, totalizando 432 gols como profissional, desde 1929.

Em 2020, em um ranking elaborado por especialistas dos jornais O Globo e Extra, figurou na 8ª posição entre os maiores ídolos de futebol da história do Flamengo.

Após deixar os gramados, em 1950, continuou no mundo do futebol, em princípio como treinador, depois como comentarista esportivo.

Biografia

Primeiros anos

Nascido em São Cristóvão, era filho de Manoel Nunes da Silva e Maria da Silva. Era um menino simples de São Cristóvão, bairro da zona residencial e comercial do Rio de Janeiro, onde sua mãe vivia na casa dos pais adotivos, torcedor do Fluminense, encantado que ficara com o time tricampeão carioca de 1917-18-19.

Embora tenha concluído os estudos primários e o colegial em escolas daquele bairro, Leônidas queria dedicar-se ao futebol. Ainda bem jovem, começou a praticar o esporte, então amador no Brasil, nas peladas na Ponte dos Marinheiros.

Já aos 13 anos, destacava-se com juvenil do São Cristóvão. Nos idos de 1926, ele também passou a defender outros clubes do bairro, como o Havanesa, depois o Barroso e o Sul-Americano, a fim de ganhar algum dinheiro. Em 1929, jogou pelo Syrio e Libanez.

Nos clubes

Em 1930, Leônidas transferiu-se para o Bonsucesso, onde se profissionalizou ao assinar seu primeiro contrato, pelo qual receberia quatrocentos mil réis por mês. No Bonsucesso, Leônidas também jogou basquete, tendo conquistado campeonato desta modalidade esportiva.

Um ano depois, já era destaque no futebol carioca, tendo sido convocado para atuar na Seleção Carioca em amistoso contra o Ferencváros, então campeão húngaro, onde marcou um tento na partida. Ainda em 1931, conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Ainda em 1934, transferiu-se para o Peñarol, onde não pôde brilhar por causa de uma contusão no joelho. Retornou ao Rio de Janeiro para jogar pelo Vasco da Gama, o qual jogou uma temporada e ajudou o clube a ganhar o Campeonato Carioca de 1934.

No ano seguinte, mudou novamente de clube, indo atuar no Botafogo, onde conquistou o Carioca daquela temporada. Em 1936, transferiu-se para o Flamengo, onde atuou até 1942, sagrando-se campeão carioca em 1939, encerrando um jejum de 12 anos do time rubro-negro. Essa transferência seria lembrada pelo dirigente botafoguense Carlito Rocha, mais de trinta anos depois: "O Leônidas deu uma entrevista no Rio Grande do Sul, afirmando que era Flamengo de coração. Quando voltou, confirmou-me as declarações. Mandei-o embora imediatamente e fixei o preço do passe em cinco contos [de réis], que era o quanto ele devia à tesouraria do clube. No dia seguinte, o Flávio Costa foi lá no clube e levou o Leônidas para o Flamengo. Eu não podia admitir no Botafogo um atleta que dizia, publicamente, que por baixo da camisa alvinegra, pulsava um coração rubro-negro. Não podia.

O clima no Flamengo foi se deteriorando, entretanto. No início de 1941, recusou-se a participar de uma excursão à Argentina por estar lesionado, somado às constantes participações em propagandas, o que levou a problemas com os dirigentes. No meio disso, foi preso pelo Exército por utilizar um atestado de reservista falso para conseguir um emprego público, encerrando sua passagem pelo Flamengo.

Em 1942, Leônidas transferiu-se para o São Paulo. Sua estreia bateu o recorde de público do Estádio do Pacaembu, com mais de 70 mil torcedores presentes. Foi um dos maiores ídolos da história do clube, tendo sido campeão paulista em 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949. No ano seguinte, o Homem-Borracha aposentou-se do futebol, aos 37 anos.

Na Seleção Brasileira

Aproveitando uma contusão do famoso atacante Nilo, Leônidas ganhou uma oportunidade na Seleção Brasileira em 4 de dezembro de 1932, que enfrentaria o Uruguai no Estádio Centenario, pela Copa Rio Branco. O jogador foi convocado jogando pelo Bonsucesso, juntamente com o seu companheiro de ataque Gradim. O Brasil venceu com dois gols do jovem Leônidas. Em 1934, foi um dos convocados para a Copa do Mundo realizada na Itália, tendo marcado o único gol da única partida da Seleção Brasileira na competição.

Ainda no final da década de 1930, Leônidas foi o maior destaque da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 1938, tendo sido o artilheiro da competição, com sete gols e distribuiu três assistências em quatro jogos. O Brasil conseguiu a sua melhor participação em Mundiais até então, ficando com a terceira colocação. Posteriormente, o Diamante Negro foi escolhido o melhor jogador daquela Copa.

Como não ocorreram edições da Copa do Mundo FIFA nos anos 40, o principal torneio oficial que a seleção brasileira disputou foram os sul-americanos. O Brasil não se inscreveu para participar das edições de 1939, 1941 e 1947. Devido aos problemas legais, por utilizar um atestado de reservista falso, Leônidas não pôde representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1942. Leônidas se apresentou com atraso de dois dias e foi cortado da seleção brasileira que disputou o Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1945. No Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1946 teve uma distensão muscular, embora não tenha sido cortado, atuou em apenas um jogo. No Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1949 apresentou-se em "estado físico lastimável" segundo o Mundo Esportivo e foi cortado. Conforme declarou Leônidas: "Tenho uma pouca sorte incrível - azar, é esse o termo - com os torneios sul-americanos". No Campeonato Sul-Americano de Veteranos de 1953 finalmente conquistou um torneio sul-americano, organizado pela Federação Paulista de Futebol e Confederação Brasileira de Desportos.

Foi artilheiro da Copa Roca de 1939 e peça importante na Copa Roca de 1945, com atuações elogiadas na crônica esportiva, e participou da jogada dos dois últimos gols do Brasil no jogo de desempate. De acordo com Mário Filho, a Copa Roca de 1945 foi uma das grandes vitórias do futebol brasileiro.

Após a carreira de futebolista

Depois de abandonar os gramados, em 1951, ainda continuou ligado ao esporte. Foi técnico do São Paulo em 1951 e entre 1954 e 1955. De temperamento forte, brigou publicamente com alguns jogadores, chamando Artêmio Sarcinelli de "bonde" e Bauer de "jogador acabado". Sua saída foi tratada pelo Mundo Esportivo como uma "vitória dos jogadores".

Logo depois virou comentarista esportivo, sendo considerado por muitos um comentarista direto, duro e polêmico. Chegou a ganhar sete Troféus Roquette Pinto.

Teve uma participação especial no filme brasileiro Susana e o Presidente, de 1951.

Sua carreira de radialista teve que ser interrompida em 1975 por conta da doença de Alzheimer. Durante dez anos ele viveu em uma casa para tratamento de idosos em São Paulo até falecer, em 24 de janeiro de 2004, por causa de complicações relacionadas à doença. Foi enterrado no Cemitério da Paz, em São Paulo.

A "bicicleta"

Leônidas recebeu de historiadores e jornalistas esportivos brasileiros o crédito por ter inventado a " bicicleta ". Ele mesmo se autoproclamava o inventor da plástica jogada, porém, antes de morrer, admitiu que já se fazia o movimento, cuja primeira execução deu-se em 1914 pelo jogador espanhol naturalizado chileno Ramón Unzaga, e que ainda hoje é conhecido em países de língua espanhola como " chilena ".

A primeira vez que Leônidas executou essa jogada foi em 24 de abril de 1932, em uma partida entre Bonsucesso e Carioca, numa goleada do Bonsucesso por 5 a 2. Já pelo Flamengo, realizou a jogada em três oportunidades, em 1938 na vitória por 3 a 1 sobre o América, em 1939 na vitória de 3 a 0 sobre o Vasco e finalmente em 1939, realizou a jogada em partida disputada contra o Independiente, da Argentina, que ficou muito famosa na época.

Pelo São Paulo realizou a jogada em cinco oportunidades, a primeira em 14 de junho de 1942, contra o Palestra Itália, na derrota por 2 a 1. Em 1944 em uma amistoso contra o Ypiranga na vitória por 3 a 1, em 1946 na vitória de 4 a 2 sobre o Comercial e a mais famosa de todas, em 13 de novembro de 1948, contra o Juventus-SP, na goleada por 8 a 0. Realiza a jogada pela última vez em 1949 na goleada de 7 a 2 sobre o Comercial.

No filme de 1951, Suzana e o Presidente, Leônidas encena algumas jogadas, inclusive a bicicleta.

Centenário

Na semana em que se completaria 100 anos de seu nascimento, Leônidas foi homenageado por duas equipes pelas quais jogou. Pela Série A o Flamengo, diante do Vitória, utilizou uma camisa com a hashtag #Leônidas100 às costas.

Pela mesma competição o São Paulo, contra o Criciúma, concedeu a viúva Albertina Pereira dos Santos uma camisa especial e bandeja de prata sobre a data. Foi também lembrado durante o dia 6 de setembro com um Doodle do Google.

Estatísticas

Seleção Brasileira

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Seleção Carioca

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Ler biografia completa

Wikipédia — colaboradores de Leônidas da Silva. CC BY-SA 4.0

Equipes na trajetória

Vínculos registrados no Wikidata; podem incluir seleção e categorias de base. Período aberto não comprova vínculo atual.

Títulos

Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.

  • Vasco da Gama

    Campeonato Carioca : 1934

    Fonte ↗︎
  • Botafogo

    Campeonato Carioca : 1935

    Fonte ↗︎
  • Flamengo

    Campeonato Carioca : 1939

    Fonte ↗︎
  • Flamengo

    Torneio Rio-São Paulo : 1940

    Fonte ↗︎
  • São Paulo

    Taça Cidade de São Paulo : 1944

    Fonte ↗︎
  • São Paulo

    Taça dos Invictos : 1946

    Fonte ↗︎
  • São Paulo

    Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo : 1943, 1945, 1946 e 1948

    Fonte ↗︎
  • São Paulo

    Campeonato Paulista : 1943 , 1945 , 1946 , 1948 e 1949

    Fonte ↗︎
  • Seleção Carioca

    Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais : 1931, 1938 e 1940

    Fonte ↗︎
  • Seleção Brasileira

    Copa Rio Branco : 1932

    Fonte ↗︎
  • Seleção Brasileira

    Copa Roca : 1945

    Fonte ↗︎
  • Seleção Paulista

    Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais : 1942

    Fonte ↗︎

Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.

Prêmios individuais

Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.

Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.

Dados estruturados: Wikidata ↗︎ · CC0. A cobertura pode ser parcial.

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