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Acervo / Trajetórias da Seleção
Paulo Cezar Lima
avançado
Atuações, não convocações. Gols contra excluídos do total individual; vitórias sem decisão por pênaltis. A estreia considera todo o acervo. Ver partidas ↓
01 / Wikipédia & Wikidata
Paulo Cézar Lima, mais conhecido como Paulo Cézar Caju (Rio de Janeiro, 16 de junho de 1949), é um ex- futebolista brasileiro, que atuava como meia e ponta-esquerda.
Ele é conhecido no futebol carioca por ser o segundo jogador a defender os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro.
Nascido na favela da Cocheira, Paulo Cézar Lima tinha o sonho de fazer sucesso no futebol e sair da miséria. Quando criança, chegou a jogar futebol de salão no Flamengo. Morou em Tegucigalpa dos 10 aos 12 anos, quando o pai foi treinador da seleção do país. Lá, era treinado pelo próprio pai adotivo Marinho Oliveira, no meio de adultos. Depois, seguiu para a Colômbia, onde ele e Fred, seu irmão adotivo, chegaram a jogar na primeira divisão, aos 15 anos.
Foi revelado pelo Botafogo e atuou pelo clube desde o fim dos anos 1960 ao início dos anos 1970. Em 1967, aos 18 anos, Paulo Cézar concretizou de vez seu sonho, ao tornar-se jogador do time principal do Botafogo e participar de sua primeira temporada no Glorioso. Seu futebol habilidoso e provocador foi chamando a atenção do público futebolístico. Em pouco tempo, tornou-se conhecido em seu estado natal. Ainda em 1967, Paulo Cézar foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Foi campeão da Taça Guanabara em 1967, quando marcou três gols no jogo decisivo, contra o America. Nesse mesmo ano, também foi campeão carioca, cujos títulos repetiu em 1968, além da Taça Brasil de 1968.
O apelido caju, que tornou-se quase um sobrenome, surgiu quando retornou dos Estados Unidos em 1968 com os cabelos pintados de vermelho. A pintura de vermelho dos cabelos foi feita como forma de demonstrar seu apoio ao movimento dos panteras negras, com o qual o jogador identificava-se politicamente.
Aos 21 anos de idade, disputou, como reserva da seleção brasileira, a Copa do Mundo de 1970, no México. O técnico Zagallo, a princípio, tentou encaixá-lo no time, mas depois percebeu que, com o esquema que pretendia usar, ele e Pelé não poderiam jogar juntos. Na volta do México, disse, a uma emissora de televisão, "Não queremos saber do Botafogo", o que causou mal-estar no clube, mas foi contornado depois que o jogador disse ter dado a declaração para livrar-se do repórter.
Com a perda do título carioca para o Fluminense em 1971, Paulo Cézar foi responsabilizado pela derrota e teve que deixar o Botafogo. O motivo da discórdia foi uma jogada que fez em uma partida realizada quando seu clube estava com boa vantagem na tabela, a poucos jogos do fim: Paulo Cézar fez embaixadas diante de seus marcadores, o que foi entendido como uma atitude de desprezo para com os demais adversários do Botafogo, que até então aceitavam a superioridade do time. A partir daí, as partidas tornaram-se bem mais difíceis, com o time alvinegro perdendo pontos importantes, até finalmente ser superado pelo Fluminense, que se sagraria campeão.
Em 1972, Paulo Cézar transferiu-se para o Flamengo, time pelo qual jogou até 1974. Na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, foi titular da seleção brasileira, tendo atuações abaixo do esperado. Na seleção brasileira, fez 77 jogos e marcou 17 gols.
Só faria um contrato realmente bom quando foi vendido ao Olympique de Marseille, da França, depois da Copa de 1974. "Sempre troquei de time por interesses profissionais", disse à revista Placar, em 1979. "E acho que deve ser assim mesmo, pois a carreira é curta. Hoje, minha situação financeira é apenas razoável, ao contrário do que muitos podem pensar. Contrato excepcional mesmo só fiz com o Olympique. Os outros foram apenas bons.". No Olympique, em 75, foi vice-campeão nacional, com 18 gols.
Jogaria ainda pelo Fluminense, onde fez parte da lendária equipe que ficou conhecida como Máquina Tricolor (em 1975), tendo sido bicampeão carioca em 1975 e 1976, semifinalista dos campeonatos brasileiros nestes anos e conquistando vários torneios internacionais amistosos neste período. Sua estreia foi no dia 10 de junho de 1975, em amistoso onde o Fluminense venceu por 1 a 0 o Bayern de Munique, bicampeão europeu da época.
Teve uma primeira passagem pelo Grêmio, entre 1978 e 1979. Saiu do clube gaúcho e passou ainda por Vasco da Gama e Corinthians, que fez um apelo publicitário aos seus torcedores para arrecadar dinheiro para a contratação. Retornou ao tricolor gaúcho, onde foi campeão da Copa Intercontinental em 1983.
Após o fim da carreira, mergulhou no álcool e na cocaína durante 15 anos, entre 1985 e 2000, quando perdeu dois apartamentos e chegou a vender a medalha da FIFA de tricampeão do mundo, e uma miniatura em ouro da Taça Jules Rimet.
Em 1997, foi a estrela de um documentário cinematográfico sobre sua vida, feito para lançamento durante a fase promocional da Copa do Mundo de 1998, na França. Embora as filmagens tenham se concentrado em mostrar dez dias de seu cotidiano como ex-jogador sem que o mesmo prestasse qualquer depoimento ou entrevista formal, houve algumas referências sobre sua bem-sucedida e polêmica carreira, além de belas jogadas preservadas em arquivos diversos terem sido exibidas.
Em 2005, foi homenageado pelo Botafogo, com o lançamento de uma camisa comemorativa, com seu nome e o número 11 às costas.
A partir de maio de 2008, passou a escrever às terças-feiras para o Jornal da Tarde, onde prometeu "soltar o verbo".
Em 2016, o presidente da França, François Hollande, entregou-lhe no Rio de Janeiro a medalha da Legion d'Honneur.
Em setembro de 2020, passa a ser comentarista da Super Rádio Tupi.
Wikipédia — colaboradores de Paulo Cézar Caju. CC BY-SA 4.0
Vínculos registrados no Wikidata; podem incluir seleção e categorias de base. Período aberto não comprova vínculo atual.
Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Campeonato Brasileiro : 1968
Fonte ↗︎Campeonato Carioca : 1967 , 1968
Fonte ↗︎Taça Guanabara : 1967 , 1968
Fonte ↗︎Campeonato Carioca : 1972 , 1974
Fonte ↗︎Taça Guanabara : 1972 , 1973
Fonte ↗︎Campeonato Carioca : 1975 , 1976
Fonte ↗︎Taça Guanabara : 1975
Fonte ↗︎Taça Amadeu Rodrigues Sequeira : 1976
Fonte ↗︎Copa Intercontinental : 1983
Fonte ↗︎Copa Libertadores da América : 1983
Fonte ↗︎Campeonato Gaúcho : 1979 , 1980
Fonte ↗︎Copa do Mundo FIFA : 1970
Fonte ↗︎Copa Rio Branco : 1967 , 1968 , 1976
Fonte ↗︎Mundialito de Cáli : 1977
Fonte ↗︎Superclássico das Américas : 1971 , 1976
Fonte ↗︎Taça do Atlântico : 1976
Fonte ↗︎Taça Independência : 1972
Fonte ↗︎Taça Oswaldo Cruz : 1968 , 1976
Fonte ↗︎Torneio Bicentenário dos Estados Unidos : 1976
Fonte ↗︎Torneio Início do Campeonato Carioca : 1967 , 1977
Fonte ↗︎Taça Eficiência: 1967, 1968, 1971
Fonte ↗︎Taça Cidade de Lima: 1967
Fonte ↗︎Taça Independência do Brasil: 1971
Fonte ↗︎Taça Petrobol: 1968
Fonte ↗︎Torneio Internacional da Cidade do México: 1968
Fonte ↗︎Troféu Dr. José M. Rodríguez Arnaiz: 1970
Fonte ↗︎Troféu Triangular de Caracas : 1967 , 1968 , 1970
Fonte ↗︎Torneio do Povo : 1972
Fonte ↗︎Taça Deputado José Garcia Neto: 1974
Fonte ↗︎Taça Pedro Magalhães Corrêa: 1974
Fonte ↗︎Torneio Internacional do Rio de Janeiro : 1972
Fonte ↗︎Troféu Manoel dos Reis e Silva : 1973 , 1974
Fonte ↗︎Taça Disciplina: 1977
Fonte ↗︎Taça Eficiência: 1976
Fonte ↗︎Copa Governador Faria Lima: 1977
Fonte ↗︎Copa Vale do Paraíba : 1977
Fonte ↗︎Taça Federação Amazonense de Futebol: 1975
Fonte ↗︎Taça Interventor Federal: 1975
Fonte ↗︎Taça João Coelho Netto: 1975
Fonte ↗︎Taça Prefeito Mello Reis: 1977
Fonte ↗︎Taça Última Hora: 1976
Fonte ↗︎Torneio de Paris : 1976
Fonte ↗︎Torneio Viña del Mar : 1976
Fonte ↗︎Troféu Deputado Hélio Levy da Rocha: 1977
Fonte ↗︎Troféu Governador Fragelli: 1975
Fonte ↗︎Troféu Irapuan Costa Júnior: 1976
Fonte ↗︎Troféu Teresa Herrera : 1977
Fonte ↗︎Copa Los Angeles : 1983
Fonte ↗︎Torneio Internacional Ciudad de Rosario: 1979
Fonte ↗︎Taça Eficiência: 1980
Fonte ↗︎Taça Gustavo de Carvalho: 1980
Fonte ↗︎Troféu Colombino : 1980
Fonte ↗︎Torneio Feira de Hidalgo : 1981
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Bola de Prata da Revista Placar : 1970, 1972, 1976 e 1977
Fonte ↗︎Time do século do Botafogo: 2004
Fonte ↗︎Time dos sonhos do Botafogo (Placar) : 2006
Fonte ↗︎13° Maior ídolo da História do Botafogo ( O Globo ): 2020
Fonte ↗︎Ordem Nacional da Legião de Honra da França
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Dados estruturados: Wikidata ↗︎ · CC0. A cobertura pode ser parcial.
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