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Caracas – Venezuela

Acervo / Trajetórias da Seleção
José Reinaldo de Lima
avançado
Atuações, não convocações. Gols contra excluídos do total individual; vitórias sem decisão por pênaltis. A estreia considera todo o acervo. Ver partidas ↓
01 / Wikipédia & Wikidata
José Reinaldo de Lima (Ponte Nova, 11 de janeiro de 1957) é um ex- futebolista brasileiro que atuava como atacante.
Apareceu em meados dos anos 1970 pelo Atlético Mineiro, clube a que dedicou quase toda a carreira, sendo considerado um dos mais talentosos jogadores de sua época e o maior jogador da história do Clube Atlético Mineiro.
Reinaldo surgiu aos 15 anos, ao participar de um treino no Atlético jogando no ataque reserva contra a defesa titular que conquistou o Brasileirão poucos meses antes, em 1971. Reinaldo foi um dos melhores em campo naquele dia, chamando a atenção de todos.
Em 28 de janeiro de 1973, aos 16 anos, estreou pelo time profissional do Atlético, em partida contra o Valério, que o Galo perdeu por 2x1. No ano seguinte, em partida contra o Ceará, ao pisar em um buraco, torceu o joelho. Ainda nessa época, teve de extrair ambos os meniscos depois de uma entrada de um zagueiro de seu próprio time em um treinamento. As lesões no joelho acompanharam-no por toda a carreira.
Conquistou seu primeiro título ao ganhar de forma invicta o Campeonato Mineiro de 1976 e, dois anos depois, daria início ao hexacampeonato que o Atlético conquistou de 1978 a 1983. Tornou-se o artilheiro com melhor média de gols em um único Campeonato Brasileiro (28 gols em 18 partidas, ou 1,55 por jogo, em 1977), apesar de nunca ter conquistado o título nacional. Nesse mesmo ano, seu time terminou o campeonato sem perder um jogo, mas apenas com o vice-campeonato, perdendo a final nos pênaltis para o São Paulo, que terminou a competição com 12 pontos a menos em um tempo que as vitórias valiam apenas 2 pontos. A marca de 28 gols foi um recorde por 20 anos, somente superada por Edmundo em 1997, pelo Vasco da Gama. Também foi vice-campeão brasileiro em 1980.
Ao longo de sua carreira pelo Atlético, Reinaldo participou de 475 jogos, marcou 255 gols, obteve 289 vitórias, 113 empates e 73 derrotas. Recebeu no total 17 cartões vermelhos. Já pelas categorias de base, são 54 gols em 44 jogos, totalizando 309 gols, o que faz dele o maior artilheiro da história do futebol de Minas Gerais,? o maior artilheiro do Atlético, e possuidor da maior média de gols do campeonato brasileiro, 1,55 por partida. Foi também o maior artilheiro do campeonato brasileiro no período de 1977 à 1997, com 28 gols marcados em 18 jogos. Foi superado em 1997 por Edmundo, que atuando pelo Vasco marcou 29 gols em 28 jogos. Guilherme, com 28 gols em 29 jogos, atuando também pelo Atlético, em 1999, conseguiu igualar sua marca. Dimba, que atuava pelo Goiás com 31 gols marcados em 46 partidas.
Pela Seleção Brasileira, Reinaldo atuou em 37 partidas, marcou 14 gols e foi convocado para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Marcou um gol na competição, o primeiro do Brasil, contra a Suécia.
Depois de várias outras operações no joelho, deixou o Atlético em 1985, indo para o Palmeiras, onde ficou apenas três meses e não marcou nenhum gol.
Em 1986, passou ainda por Rio Negro e Cruzeiro, por onde disputou apenas duas partidas no Mineirão pelo Campeonato Brasileiro de 1986, com dois empates de 0x0 contra o Rio Branco/ES e contra o Bahia.
Sempre caçado em campo pelos zagueiros adversários, teve que abandonar prematuramente a carreira em 1988, aos 31 anos, em decorrência de inúmeras lesões no joelho. Nessa época, defendia o Telstar, um time da segunda divisão holandesa, após uma passagem pelo BK Häcken da Suécia.
Sua última partida pelo Atlético foi contra o Ajax da Holanda, na data de 11 de agosto de 1985. O resultado final dessa partida foi Ajax 4–1 Atlético.
Em 1991, fundou o clube Belo Horizonte Futebol e Cultura.
Reinaldo tinha uma maneira peculiar de comemorar seus gols, de punho direito erguido, em um gesto que lembrava o dos militantes negros do movimento dos Panteras Negras dos Estados Unidos. Por conta disso e por suas posições políticas independentes, Reinaldo era visto com desconfiança pelos representantes do regime militar, o que teria dificultado a sua trajetória na Seleção; ainda que fosse nome frequente nas listas de convocação do capitão Cláudio Coutinho, inclusive tendo disputado a Copa de 1978, apesar de estar em boa forma física e técnica, não foi convocado por Telê Santana para a Copa do Mundo de 1982.
Após deixar o futebol, chegou a ser eleito deputado estadual em 1990 pelo Partido dos Trabalhadores. Em 2004, foi eleito vereador em Belo Horizonte. Em 1996, teve envolvimento com um traficantes de drogas e admitiu ter usado cocaína. Chegou a ser condenado a quatro anos de prisão por tráfico, mas foi absolvido em segunda instância. Hoje trabalha na Rede Alterosa como comentarista esportivo em off. Foi homenageado pelo Atlético no ano do centenário como um dos atletas mais bem sucedidos no clube com 255 gols só no profissional, passagens pela Seleção Brasileira, participação de extrema importância no hexacampeonato mineiro de 1978 a 1983, nas conquistas dos Torneios de Paris e Bilbao e mesmo em boas campanhas que não culminaram em títulos, como os vice-campeonatos brasileiros de 1977 e 1980, em que muitos consideram que o Atlético teria sido prejudicado pelas arbitragens e regulamentos.
Lançou em 2008 sua candidatura para se tornar mais uma vez vereador em Belo Horizonte.
Em 2025, a Comissão de Anistia, parte do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, formalizou um pedido de perdão do Estado Brasileiro a Reinaldo, pelas perseguições sofridas pelo atleta durante o Regime Militar, que afetaram sua carreira esportiva. Além do pedido de desculpas, Reinaldo terá direito ainda a uma indenização no valor de cem mil reais.
Wikipédia — colaboradores de José Reinaldo de Lima. CC BY-SA 4.0
Vínculos registrados no Wikidata; podem incluir seleção e categorias de base. Período aberto não comprova vínculo atual.
Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Copa dos Campeões da Copa Brasil : 1978
Fonte ↗︎Campeonato Mineiro : 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985
Fonte ↗︎Copa dos Campeões Mineiros : 1974
Fonte ↗︎Taça 40 anos do Sindicato dos Jornalistas: 1985
Fonte ↗︎Taça Belo Horizonte: 1972
Fonte ↗︎Taça do Trabalho: 1972
Fonte ↗︎Taça Governador do Estado: 1976, 1983, 1985
Fonte ↗︎Taça Jeddah: 1977
Fonte ↗︎Taça Minas Gerais: 1975, 1976, 1979
Fonte ↗︎Torneio da Costa do Sol : 1980
Fonte ↗︎Torneio de Amsterdã : 1984
Fonte ↗︎Torneio de Berna: 1983
Fonte ↗︎Torneio de Bilbao : 1982
Fonte ↗︎Torneio de León: 1972
Fonte ↗︎Torneio de Paris : 1982
Fonte ↗︎Torneio Governador Aureliano Chaves: 1977
Fonte ↗︎Troféu Brasília 21 anos: 1981
Fonte ↗︎Troféu Cidade de Vigo: 1977
Fonte ↗︎Troféu Conde de Fenosa : 1976
Fonte ↗︎Troféu Governador Rondon Pacheco: 1975
Fonte ↗︎Troféu Mineirão 13 anos: 1978
Fonte ↗︎Troféu Sérgio Ferrara: 1985
Fonte ↗︎Troféu Cidade de Lima: 1985
Fonte ↗︎Troféu Diário Popular: 1985
Fonte ↗︎Taça Cidade de Manaus : 1986
Fonte ↗︎Torneio de Alicante: 1986
Fonte ↗︎Troféu Reyno de Navarra : 1986
Fonte ↗︎Copa Rio Branco : 1976
Fonte ↗︎Mundialito de Cáli : 1977
Fonte ↗︎Superclássico das Américas : 1976
Fonte ↗︎Taça Brasil-Inglaterra : 1981
Fonte ↗︎Taça do Atlântico : 1976
Fonte ↗︎Taça Oswaldo Cruz : 1976
Fonte ↗︎Torneio Bicentenário dos Estados Unidos : 1976
Fonte ↗︎Troféu Coroa do Príncipe: 1978
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Bola de Prata da Revista Placar (artilheiro do Campeonato Brasileiro - 28 gols: 1977 )
Fonte ↗︎Bola de Prata da Revista Placar (seleção do Campeonato Brasileiro: 1977 e 1983 )
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Dados estruturados: Wikidata ↗︎ · CC0. A cobertura pode ser parcial.
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