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Acervo / Trajetórias da Seleção
Crizan Cezar de Oliveira Filho
wing half
Atuações, não convocações. Gols contra excluídos do total individual; vitórias sem decisão por pênaltis. A estreia considera todo o acervo. Ver partidas ↓
01 / Wikipédia & Wikidata
Crizam César de Oliveira Filho (Nova Iguaçu, 17 de junho de 1967), mais conhecido como Zinho, é um comentarista esportivo, dirigente, ex- treinador e ex- futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. É comentarista da ESPN Brasil.
Atuou em clubes como Flamengo, Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras, ganhando inúmeros títulos. Já pela Seleção Brasileira, esteve presente na conquista do tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994.
Revelado no Flamengo, Zinho iniciou sua carreira, em 1986, quando teve a oportunidade de atuar ao lado de Zico, Andrade e Leandro, alguns dos maiores craques da história rubro-negra.
Mas além dessas feras, novos talentos como Jorginho, Ailton e Bebeto, também acompanharam-no, em suas primeiras conquistas, que incluíram os títulos do Campeonato Carioca de 1986.
Entretanto, no final dos anos 1980, o Flamengo passou por uma grande fase de transição, de modo que, deste grupo campeão carioca de 1986, Zinho foi, praticamente, o único remanescente.
Então, no comando da equipe, junto com Júnior, outro grande ídolo rubro-negro, que acabara de retornar à Gávea, Zinho sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 1990, do Campeonato Carioca de 1991 e do Campeonato Brasileiro de 1992.
Deixando o Flamengo em 1992, após seis anos de casa, Zinho foi jogar no Palmeiras, onde tornou-se o maestro da avassaladora equipe palmeirense que foi bicampeã paulista e brasileira, em 1993 e 1994. Nesta primeira passagem, destaca-se o memorável primeiro gol do segundo jogo da final do Paulistão de 1993, marcado por Zinho. O elenco alviverde, que contava com grandes nomes como Roberto Carlos, César Sampaio, Rivaldo, Edmundo, Edílson e Evair, conquistou ainda o Torneio Rio-São Paulo daquele ano.
Após a Copa do Mundo, Zinho foi jogar no Yokohama Flügels, do Japão. Três anos mais tarde, porém, o jogador voltaria ao Palmeiras.
Nesta sua segunda passagem pelo Palestra Itália, conquistou a Libertadores da América de 1999, seu principal título da carreira, fora a Copa do Mundo.
No Palmeiras, segundo o Almanaque do Palmeiras de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti, somando-se suas duas passagens, jogou 333 jogos com 184 vitórias, 74 empates, 75 derrotas e 56 gols marcados.
Zinho também jogou no Grêmio e no Cruzeiro, sendo que, pelo primeiro, foi um dos cinco jogadores mais bem pagos do país e conquistou a Copa do Brasil de 2001, ao passo que pelo outro, conseguiu seu quarto título brasileiro, igualando-se ao recorde de Andrade.
O jogador está eternizado na calçada da fama do tricolor gaúcho.
Em janeiro de 2004, aos 36 anos de idade, Zinho acertou seu retorno ao Flamengo, pensando em encerrar a carreira no seu clube de origem. No primeiro semestre, o jogador conquistou o Campeonato Carioca pela equipe rubro-negra. No entanto, no ano seguinte, teve problemas com o então técnico Cuca, o que ocasionou a sua saída do Flamengo, fato que levou o pai de Zinho a chamar Cuca de "incompetente".
Segundo o Almanaque do Flamengo de Roberto Assaf e Clóvis Martins, somando-se as duas passagens de Zinho pelo rubro-negro carioca, ele jogou 401 jogos com 216 vitórias, 104 empates, 81 derrotas e 54 gols marcados.
Após sair do Flamengo, Zinho assinou contrato com o Nova Iguaçu, time de sua cidade natal. O meio-campista estava prestes a encerrar a carreira no final de 2005, quando surgiu a proposta de ir jogar no Miami, dos Estados Unidos.
Jogou duas temporadas no Miami antes de encerrar sua carreira em 2007, aos 40 anos. Logo após se aposentar, assumiu o cargo de treinador da equipe.
A relação de Zinho com a Seleção Brasileira se deu de uma maneira curiosa. Em 1970, quando o menino Crizam tinha apenas 3 anos, ele se perdeu da família durante a comemoração do tri. Ali a mãe do atleta, Moyseslita, rezou e disse que, se o encontrasse, o menino atuaria pelo Brasil.
O jogador recebeu sua primeira convocação para a Seleção em 1989, aos 21 anos.
Zinho foi campeão mundial em 1994, jogando com a camisa 9 e sendo o responsável por fazer o jogo girar — toda bola de ligação ao ataque passava por ele. O meia não balançou as redes na Copa do Mundo, mas foi importante para a conquista. Contudo, obrigado a ajudar na marcação, Zinho viu-se preso ao meio-campo e, sem poder avançar ao ataque, seu futebol não esteve à altura de suas atuações pelo Palmeiras. Logo vieram as críticas, e a imprensa esportiva da época foi extremamente dura com o jogador, que passou a ser ironizado com o apelido de Zinho Enceradeira, que foi dado pelos humoristas do grupo Casseta & Planeta. O apelido foi bastante utilizado por Galvão Bueno nas transmissões dos jogos do Brasil na Copa do Mundo. Anos depois, em julho de 2020, o locutor pediria desculpas publicamente.
Pela Seleção Brasileira, Zinho marcou seis gols em 57 jogos, segundo o livro "Seleção Brasileira 90 Anos", de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.
Zinho sempre foi o jogador que iniciava as jogadas de sua equipe. O próprio chegou a dizer em entrevista que seu estilo de jogo é semelhante ao do espanhol Xavi. Mesmo assim, o trabalho de Zinho não era sempre apreciado, e o atleta chegou a receber o apelido de "enceradeira" por conta de seu estilo de jogo.
Porém, para Leonardo Miranda, do blog Painel Tático, do ge, Zinho foi um jogador a frente de seu tempo, justamente por ter este estilo. Segundo o jornalista, " entre 2008 e 2014, só se falava no “ tiki-taka ” de Espanha e Barcelona, tidos como exemplo de futebol moderno. Mas 20 anos antes, Zinho fazia o mesmo que Xavi e Iniesta e era chamado de enceradeira. "
Nos clubes por onde passou, Zinho era um meia mais ofensivo. Na Seleção de 94, porém, o encaixe no esquema tático do técnico da Seleção, Carlos Alberto Parreira, fez com que ele jogasse de forma diferente, dando mais apoio à defesa.
Em 2010, voltou ao Brasil para se aprimorar na carreira de treinador. Zinho é um dos jogadores recordistas de jogos pelo Brasileirão, sendo superado por Fábio e Rogério Ceni. De 1986 a 2004, acumulou 370 jogos pela competição.
Por volta do final de 2006, o Miami propôs a Zinho que se tornasse o treinador do time. Aceitando a proposta, Zinho deu início a uma nova fase em sua vida, a de técnico. Mas em meados de 2010, retornou ao Brasil para dar continuidade à sua carreira acertando com o Nova Iguaçu, por onde esteve como diretor executivo. Em 2012 foi contratado pelo recém lançado canal Fox Sports, para trabalhar como comentarista. Porém, em maio foi convidado para assumir o cargo de diretor executivo de futebol do Flamengo, deixando a Fox Sports e assumindo o Flamengo. Em 2013, foi convidado para se tornar o diretor executivo de futebol do Santos. No final de 2014, com um novo presidente eleito, Zinho deixou a gerencia do Santos para voltar ao Rio de Janeiro e resolver questões pessoais.
No primeiro semestre de 2015, o ex-jogador esteve no canal ESPN Brasil e participou do programa Resenha ESPN. Em agosto do mesmo ano, aceitou ser auxiliar técnico de Jorginho no Vasco da Gama.
Durante o período como auxiliar-técnico no Vasco, teve a primeira oportunidade de comandar a equipe como treinador numa vitória por 2 a 0 contra o Brasil de Pelotas. Na ocasião, Zinho contou com o apoio de Jorginho, que havia sido expulso numa partida contra o Avaí, válida pelo Série B, e estava cumprindo suspensão.
Wikipédia — colaboradores de Zinho. CC BY-SA 4.0
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Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Taça Rio : 1986 e 1991
Fonte ↗︎Campeonato Carioca : 1986 , 1991 e 2004
Fonte ↗︎Troféu Naranja : 1986
Fonte ↗︎Torneio Air Gabon : 1987
Fonte ↗︎Torneio Internacional de Angola : 1987
Fonte ↗︎Copa União (Módulo Verde) : 1987
Fonte ↗︎Taça Guanabara : 1988, 1989 e 2004
Fonte ↗︎Copa Kirin : 1988
Fonte ↗︎Troféu Colombino : 1988
Fonte ↗︎Copa do Porto de Hamburgo : 1989
Fonte ↗︎Marlboro Cup: 1990
Fonte ↗︎Copa do Brasil : 1990
Fonte ↗︎Copa Rio : 1991
Fonte ↗︎Campeonato Brasileiro : 1992
Fonte ↗︎Taça Brahma dos Campeões : 1992
Fonte ↗︎Campeonato Paulista : 1993 e 1994
Fonte ↗︎Torneio Rio-São Paulo : 1993
Fonte ↗︎Campeonato Brasileiro : 1993 e 1994
Fonte ↗︎Copa do Brasil : 1998
Fonte ↗︎Copa Mercosul : 1998
Fonte ↗︎Copa Libertadores da América : 1999
Fonte ↗︎Supercopa Asiática : 1995
Fonte ↗︎Campeonato Gaúcho : 2001
Fonte ↗︎Copa do Brasil : 2001
Fonte ↗︎Campeonato Mineiro : 2003
Fonte ↗︎Copa do Brasil : 2003
Fonte ↗︎Campeonato Brasileiro : 2003
Fonte ↗︎Campeonato Carioca - Série A2 : 2005
Fonte ↗︎Copa do Mundo FIFA : 1994
Fonte ↗︎Copa Umbro : 1995
Fonte ↗︎George Washington Cup: 2007
Fonte ↗︎Taça Guanabara : 2016
Fonte ↗︎Campeonato Carioca : 2016
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Menções extraídas da Wikipédia, em revisão editorial.
Bola de Prata da revista Placar : 1988, 1992, 1994 e 1997
Fonte ↗︎Wikipédia e seus colaboradores · CC BY-SA 4.0.
Dados estruturados: Wikidata ↗︎ · CC0. A cobertura pode ser parcial.
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